Regional

Candeias do Jamari 09/02/2018 18:47 rondoniagora

Cheia no Rio Candeias desabriga 15 famílias, mas outras continuam em áreas de risco

Várias casas e restaurantes de Candeias do Jamari, a cerca de 20 quilômetros de Porto Velho, estão sendo alagadas pelas águas do Rio Candeias. Por causa do aumento repentino do nível rio, pelo menos 15 famílias já deixaram suas residências, mas outros ainda preferem continuar no local, mesmo sabendo dos riscos. A Defesa Civil da capital foi acionada para dar suporte para as equipes de Candeias.

O comerciante Aureliano da Silva, de 55 anos, reside às margens do Rio Candeias há mais de 10 anos e diz ter medo da água invadir sua casa. “Eu tenho medo porque ela já está perto, como podemos ver. Todo dia eu monitoro meu quintal porque como a água está chegando próximo, tenho medo que alague meus apartamentos que tenho nos fundos da minha casa, e meus móveis. Eu estou como medo, porque esse ano encheu muito rápido”, diz o comerciante.

A dona de casa Maria Nilse, de 61 anos, mora na Rua Tancredo Neves há mais de 15 anos e conta que é normal o rio subir nessa época. “Nesse tempo que estou morando aqui eu já acostumei com o aumento do rio, sempre fica do jeito que está hoje, com casas inundadas. Ainda bem que minha casa é alta e não tem como a água entrar, mas em algumas locais a água já invadiu as residências e os moradores tiveram que sair ás pressas”, conta a moradora.

A aposentada Isaura Ribeiro, de 61 anos, aproveitou o aumento do rio para pescar e diz que apesar do grande volume de água está igual ao ano anterior. “Ano passado o rio ficou desse jeito e depois voltou ao normal igual aos outros anos. Eu lembro que em 2015 subiu muito, mas esse ano eu acho que vai manter do jeito que está. Como o rio está bastante cheio, eu aproveito para pescar”, afirma a aposentada.

De acordo com a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Daiany Lilian, 25 famílias estão em áreas de risco. “Nós fizemos um levantamento e constatamos que essas famílias foram afetadas com o aumento da água que invadiu suas casas. Feito isso, nós questionamos os moradores se eles têm algum lugar para ir e, se não tiver, nós vamos providenciar um local para essas pessoas ficarem. Caso eles queiram ficar no local, a gente disponibiliza barracas e colchões para os moradores ficarem pertos de suas casas e assim poderão monitorar suas coisas já que isso é o maior medo deles”, esclarece a coordenadora.

Os moradores que se recusam a sair das residências em áreas de risco assinam um documento de responsabilidade. “Todos os moradores são convidados por nossa equipe a sair de suas casas, mas sempre tem aqueles que não aceitam sair. Aquele morador que recusa a nossa ajuda, ele assina um documento dizendo que está ciente que a prefeitura foi até o local e ofereceu todo o apoio logístico para ele sair de lá. Mas mesmo assim nós continuamos dando todo o apoio para os moradores”, finaliza.


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