Ariquemes (RO), 19 de agosto de 2019

Geral

Confrontos na Venezuela 02/05/2019 17:11 O Globo

Confrontos na Venezuela deixaram 4 mortos e mais de 200 feridos em dois dias

Dois adolescentes estão entre os mortos, de acordo com o Observatório Venezuelano de Conflito Social

CARACAS — Pelo menos quatro pessoas morreram em dois dias de protestos na Venezuela , dois deles menores de idade. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS), que fez um balanço geral de 293 feridos por balas de borracha e gas lacrimogêneo desde a última terça-feira. 

Os adolescentes são Yoifre Hernández Vásquez, de 14 anos, ferido por uma bala na quarta-feira durante uma manifestação em Altamira, ponto de concentração de opositores desde terça-feira; e Yosner Graterol, de 16 anos, baleado em um protesto em Victoria, no estado de Aragua, na segunda-feira.

Um dia antes, o OVCS já havia reportado duas vítimas fatais: Jurubith Rausseo García, de 27 anos, morta por impacto de disparo de arma de fogo durante uma manifestação em Altamira; e o jovem Samuel Enrique Méndez, de 24 anos, que morreu durante os protestos de segunda, no estado de Aragua.

O OVCS contabiliza a morte de 57 pessoas em 2019 em ações populares anti-Maduro.

Maduro madrugou nesta sexta-feira e surpreendeu os venezuelanos com uma mensagem transmitida em rede nacional a partir das 5h locais (6h no Brasil) do Forte Tiuna, principal quartel da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) e sede do Ministério da Defesa. Dois dias depois de reprimir uma tentativa da oposição de depô-lo com oficiais rebeldes, Maduro, ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e acompanhado de mais 4.500 militares, marchou com soldados e reiterou apelos à lealdade das tropas.

Na madrugada de terça-feira, Guaidó anunciou ter apoio significativo de militares contra Maduro e lançou uma operação para retirá-lo do poder, o que não se confirmou. Um funcionário do governo americano disse que dirigentes chavistas que negociaram a deposição do líder bolivariano"desligaram os celulares" na hora da ação.

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que mais de 50 países reconheceram como presidente interino do país, cumprimenta um apoiador ao lado de Leopoldo López, que estava até esta terça em prisão domiciliar Foto: STRINGER / REUTERS

Opositores enfrentam forças pró-Maduro Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS

Manifestantes usam máscaras e tecidos para se protegerem do gás e revidam os soldados com pedras. Uma parte dos militares uniu-se à tentativa de derrubar o governo de Maduro. Em vídeo postado às 5h47 locais (6h47 no Brasil), Guaidó apareceu cercado de militares, afirmando que "valentes soldados acudiram ao nosso chamado" e conclamando a população a ir às ruas Foto: YURI CORTEZ / AFP

O embaixador que representa o opositor Juan Guaidó em Washington, Carlos Vecchio, pediu aos venezuelanos que "permaneçam nas ruas". Guaidó disse na terça-feira que as tropas se juntaram à sua campanha para derrubar o presidente Nicolás Maduro Foto: NICHOLAS KAMM / AFP

Manifestantes da oposição entram em conflito com soldados leais a Maduro. O que a oposiçao chama de "ação cívico militar", o governo define como "uma ação terrorista e golpista" Foto: FEDERICO PARRA / AFP

 

Um manifestante é ferido durante os confrontos em Caracas. Militares reagiram aos protestos organizados por Guaidó Foto: FEDERICO PARRA / AFP

Soldados venezuelanos que desertaram para a Colômbia demonstram apoio ao líder da oposição Juan Guaidó na ponte internacional Simón Bolívar em Cúcuta, Colômbia, na fronteira com a Venezuela Foto: SCHNEYDER MENDOZA / AFP

Um soldado leal a Maduro gesticula no entorno da base militar de La Carlota, após pronunciamento de Guaidó no local Foto: YURI CORTEZ / AFP

Apoiadores de Guaidó revidam os soldados com pedras, enquanto alguns tentam se proteger. Conflitos ocorrem nos arredores da base militar La Carlota, em Caracas. Blindados atropelaram manifestantes Foto: FEDERICO PARRA / AFP

Manifestantes da oposição se protegem com tampas de plástico das investidas das tropas do governo. Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, afirmou que não "tem mais volta" em sua campanha para depor Maduro do poder. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, denunciou pela TV uma tentativa de golpe de Estado "insignificante" na Venezuela , que segundo ele foi "parcialmente derrotada" Foto: YURI CORTEZ / AFP

Na Flórida, Janine Paz e outros venezuelanos mostram seu apoio a Guaidó, durante uma manifestação em frente ao restaurante venezuelano El Arepazo Doral. O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrinho, criticou "a oposição golpista e selvagem" Foto: JOE RAEDLE / AFP

Na Flórida, venezuelanos demonstram apoio a Guaidó durante uma reunião do lado de fora do restaurante El Arepazo Doral Foto: JOE RAEDLE / AFP

Ônibus é incendiado durante confrontos de manifestantes com soldados leais ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, depois que parte dos militares se uniu ao líder da oposição Juan Guaidó, nos arredores da base militar de Carlota nesta terça-feira, 30 de abril de 2019. Guaidó — acusado pelo governo de tentar um golpe nesta terça-feira — disse que "não há como voltar atrás" em sua tentativa de expulsar Maduro do poder Foto: FEDERICO PARRA / AFP

O líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente em exercício Juan Guaidó discursa em Caracas Foto: CRISTIAN HERNANDEZ / AFP

Veículo blindado atropela manifestante perto de quartel em Caracas Foto: UESLEI MARCELINO / Agência O Globo

 


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